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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Band Folia: Band mostra novo estúdio em Salvador

Elenco do Band Folia - Foto: Divulgação


Esse é o estúdio principal da Band no Carnaval de Salvador. A versão desse ano, instalada no badalado circuito Barra-Ondina para as transmissões da noite, tem novo layout.

Agora são dois andares e mais aberturas distribuídas em 120 metros quadrados. Na parte inferior, uma varanda - alinhada com a altura dos trios - recebe convidados ao lado de um telão de LED. Na parte superior, foi criado um terraço e novas aberturas que darão uma visão do backstage.

O estúdio do Campo Grande, onde a emissora transmitirá o carnaval durante o dia, também foi remodelado seguindo a mesma linha. A transmissão da Band, que vai mobilizar 300 profissionais, começa na noite de sexta-feira de carnaval e se estende até a madrugada de quarta-feira de Cinzas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Maggi cobra de outros países legislação mais ampla sobre preservação ambiental

Para ministro, esforços dos produtores brasileiros por agricultura sustentável deve ser reconhecido pelo mercado global

Em encontros bilaterais na Alemanha, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) cobrou que os países tenham uma legislação mais ampla, como a brasileira, sobre o uso dos recursos naturais. Para Maggi, é preciso que o mundo reconheça os esforços dos produtores do Brasil para garantir uma produção sustentável. “Eu mesmo também sou produtor sustentável e sigo as normas ambientais.”

Maggi participou, nesta sexta-feira (20), de quatro reuniões bilaterais em Berlim, nas quais defendeu interesses comerciais brasileiros. As tratativas fazem partem da estratégia de aumentar a participação do país de 6,9% para 10%, em cinco anos, no comércio agrícola mundial.

Ao vice-ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Jochen Flasbarth, Maggi disse que “muito diferentemente do que é comentado fora do Brasil, a agricultura do país tem avançado muito nos últimos anos respeitando o meio ambiente”. Citou programas do ministério, como o ABC, voltado à produção de baixo carbono, que compreende, entre outras ações, a integração lavoura-pecuária-floresta e plantio direto na palha, experiência utilizada inclusive nas plantações de soja e milho.

“Temos corredores ecológicos interligando propriedades rurais, que preservam a biodiversidade vegetal e animal”, relatou. Os corredores ecológicos ou de biodiversidade unem fragmentos florestais ou mesmo de unidades de conservação que foram separados por interferência humana, como as estradas, a agricultura, a atividade madeireira.

O ministro também destacou que 41% da energia produzida no Brasil é renovável, enquanto a média mundial é de 13,5%. “Nossos esforços precisam ser reconhecidos pelos mercados importadores.” O governo brasileiro espera que esse reconhecimento se traduza em preferência de seus produtos agrícolas nas decisões de compra no exterior.

Blairo disse entender que a agricultura verde deve ser seguida por todos os países produtores, a fim de não penalizar quem produz de maneira sustentável. Lembrou que a legislação brasileira exige, por exemplo, a preservação de margens de rios, que representam de 20% a até 80% de determinadas propriedades rurais. “Os outros países devem ter leis também mais amplas sobre o uso dos recursos naturais”.

O vice-ministro do Meio Ambiente alemão declarou ao ministro que seu país pretende “ter uma colaboração bem intensa com o Brasil”. Maggi o convidou para uma visita e disse que faria questão de acompanhá-lo por uma viagem ao interior do país.

Codex Alimentarius

Ao diretor-geral do Ministério da Agricultura da Nova Zelândia, Martyn Dunne, Maggi salientou que são duas nações amigas com possibilidades de ampliar mercado. O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra a equipe do ministro na viagem, observou que a empresa poderia ser uma grande parceira da Nova Zelândia. “Temos coisas complementares e podemos fazer cooperação científica”, assinalou Lopes.

Blairo ficou de visitar o país e pediu apoio à candidatura do coordenador de Assuntos Multilaterais do Departamento de Negociações Não Tarifárias da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Guilherme Antonio da Costa Junior, à presidência da Comissão do Codex Alimentarius.

A eleição ocorrerá durante a 40ª Reunião da Comissão do Codex Alimentarius, prevista para o período de 3 a 7 de julho deste ano, em Genebra (Suíça). O Codex é formado por 187 países e é referência internacional para a solução de disputas sobre inocuidade alimentar e proteção da saúde do consumidor.

Ao ministro da Agricultura da Lituânia, Bronius Markauskas, Maggi pediu apoio na habilitação de frigoríficos de Rondônia, Tocantins e Distrito Federal junto à União Uuropeia para exportação de carne bovina.

Blairo, que terá reunião neste domingo (22) com os ministros da Agricultura do G-20, em Berlim, viajou acompanhado, além do presidente da Embrapa, do secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Silva, e do assessor para Meio Ambiente, João Campari.

Em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária do Paraguai, Juan Carlos, Maggi reforçou o interesse em ampliar a cooperação na área de tecnologia e solicitou a revogação de uma medida do país sobre bebidas, que prejudica o reconhecimento da denominação da cachaça como bebida genuinamente brasileira.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Bossa Nova Investimentos procura startups para ampliar portfólio no Brasil

Após anunciar início das operações nos Estados Unidos, empresa de Pierre Schurmann e João Kepler mostra interesse em continuar expandindo investimentos no Brasil em novas startups

São Paulo, janeiro de 2017 – A Bossa Nova Investimentos, empresa de investimento semente liderada pelos empresários Pierre Schurmann e João Kepler, e que em 2016 realizou mais de 40 investimentos diretos em startups no Brasil e nos Estados Unidos, começa o ano abrindo oportunidades para novos negócios em busca de capital e mentoria em 2017.

“Focamos em quatro áreas de atuação para impulsionar os negócios de nossas startups. Acreditamos que a visão e a experiência são mais valiosos que o próprio capital e buscamos empreendedores que possuem esta mesma linha de pensamento”, assinala João Kepler, Lead Partner da BossaNova.

“Trabalhamos com o conceito de pré-seed porque acreditamos que este é o recurso necessário para que as startups se desenvolvam de forma estratégica e consciente no mercado. Além disso, acreditamos também que desta forma nos posicionaremos como uma intermediária entre os anjos até as Venture Capital”, acrescenta.

Para ter seu projeto avaliado pelo conselho consultivo da Bossa Nova basta ficar atento aos requisitos abaixo e cadastrar seu projeto no link: https://www.f6s.com/bossanova/apply.

· Ser B2B;
· Escalável;
· Capaz de resolver algum problema específico;
· Validado no mercado e funcionando;
· Que esteja faturando.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ministério da Saúde habilita novos serviços ambulatoriais para processo transexualizador

Os novos serviços serão disponibilizados em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia (MG). No SUS, são realizados procedimentos ambulatoriais e cirurgias de mudança de sexo.


O Ministério da Saúde habilitou quatro novos serviços para procedimentos ambulatoriais de processo transexualizador. Os nove centros funcionarão no Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG); Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro; Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo e o CRE Metropolitano, de Curitiba. Com a inclusão dos quatro novos serviços, serão, ao todo, nove centros habilitados para oferecer estes procedimentos, que incluem terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório. Dos nove centros, cinco oferecem cirurgia de mudança de sexo, chamada de redesignação sexual.

O Brasil está na vanguarda da garantia de direitos e reconhecimento de gênero, assegurando a cobertura integral e gratuita de saúde para essas pessoas. Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual (mudança de sexo, tanto de homem para mulher quanto de mulher para homem). Entre 2008 e 2016, ao todo, foram realizados 349 procedimentos hospitalares e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo transexualizador.

No SUS é disponibilizado um conjunto de procedimentos que compõe a mudança de sexo. São eles: cirurgias de redesignação sexual; de mastectomia (retirada de mama); plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e; cirurgia de tireoplastia (troca da voz). Além disso, no campo ambulatorial, há terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório.

Outro importante avanço no SUS ocorreu, em 2013, quando o Ministério da Saúde também garantiu que o nome social de travestis e transexuais fosse incluído no Cartão SUS, reconhecendo a legitimidade da identidade desses grupos e promovendo maior acesso à rede pública. Desde 2015, a ficha de notificação de casos de violência, preenchidas em unidades de saúde, consta a orientação sexual e a identidade de gênero.

O Ministério da Saúde financia os procedimentos necessários para o processo transexualizador, mas a implantação é feita a partir do credenciamento de novos serviços, bem como a ampliação do número de cirurgias e acompanhamentos ambulatoriais, são de competência dos gestores locais. Também compete aos gestores locais, regular os serviços e o acesso da população aos procedimentos de mudança de sexo, de acordo com as demandas e necessidades identificadas regionalmente, o que inclui as listas de espera.

A transexualização é um processo complexo de saúde, por isso, antes das cirurgias, há uma avaliação e acompanhamento ambulatorial com equipe multiprofissional, com assistência integral no processo transexualizador. Como o processo é irreversível, é necessário acompanhamento psicológico por, pelo menos, dois anos, para que o paciente tenha segurança e certeza de suas vontades. Para ambos os gêneros, a idade mínima para procedimentos ambulatoriais é de 18 anos. Esses procedimentos incluem acompanhamento multiprofissional e hormonioterapia. Para procedimentos cirúrgicos, a idade mínima é de 21 anos. Após a cirurgia, deve ser realizado um ano de acompanhamento pós-cirúrgico. Depois disso, o cuidado em saúde deve ser prestado pelos serviços da rede de saúde, conforme a necessidade do usuário.

Hoje, cinco serviços oferecem procedimentos ambulatoriais e procedimentos hospitalares de mudança de sexo. São eles: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Hospital das Clínicas de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás; Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco. Os novos centros habilitados (Hospital das Clínicas de Uberlândia; o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, o Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS (SP) e o CRE Metropolitano, localizado em Curitiba), farão somente os procedimentos

terça-feira, 27 de setembro de 2016

BIG BAND SÊNIOR EM SHOW GRATUITO NO TEATRO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Por: Claudia Souza
Foto: Claudia Souza -  O público aplaude a apresentação no Teatro Olido em agosto/2016 


O show de lançamento da Big Band Sênior será dia 29/9 - quinta-feira, às 20 horas no Teatro do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Composta por 18 músicos com mais de 50 anos de idade e 20 anos de carreira, a Big Band Sênior incorpora o projeto da UPARS - União Paulista dos Artistas Sêniores, fundada pelo Maestro e pianista Adylson Godoy.

A associação, sem fins lucrativos, inicia seu projeto com a primeira Orquestra, com músicos afiliados e terá por objetivo criar mecanismos de incentivos e proporcionar trabalho e renda para músicos e cantores com o perfil citado.

Ainda no começo, em fase de adaptação às exigências burocráticas, pretende conseguir apoio de verbas governamentais para alavancar o projeto, ainda embrião, em funcionamento provisório no espaço cedido pela Ordem dos Músicos do Brasil, Conselho Regional do Estado de São Paulo, aonde os músicos da orquestra se encontram, organizam, debatem e ensaiam o repertório da Big Band Sênior.

Sob direção musical de Adylson Godoy, regência do trombonista Renato Farias e produção de Marcelo Fontanesi, a Big Bnd Sênior é composta por cinco saxofonistas, quatro trombonistas, quatro trompetistas, um pianista, um baixista, um baterista, um guitarrista e um percussionista. No palco, os dezoito músicos, contam ao grande público “A História das Big Bands”, reproduzindo um amplo repertório dos anos 40 até a atualidade, apresentando obras de Duke Ellington, Count Basie, Tommy Dorsey, Stan Keaton, Glenn Miller, Benny Goodman, Banda Tabajara, Silvio Mazzuca, Elcio Alvares e Luís Arruda Paes, entre outros.

Vídeo institucional:


Este show que abre o Projeto Arte e Cultura no Tribunal de Justiça, sob a supervisão do Desembargador Sidney Romano dos Reis, é destinado a magistrados, servidores e ao público em geral e a entrada é franca. Por medidas de segurança, os interessados em assistir o show devem se inscrever no e-mail: artenotj@tjsp.jus.br.

Serviço:

Local: Auditório do Gade MMDC (Avenida Ipiranga, 165).
(Antigo Hilton Hotel - Metrô República).
Dia e Horário: 29/9, às 20 horas.
Entrada franca

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A HISTÓRIA DAS BIG BANDS TOCADA PELA BIG BAND SÊNIORS



Inspirada nas Big Bands dos anos dourados, a Big Band Sênior está saindo do forno para se apresentar no Teatro Olido e no Auditório do Tribunal de Justiça - SP, inaugurando a iniciativa da UPARS – União Paulista dos Artistas Sêniores, que foi criada para incentivar mecanismos geradores de oportunidades para músicos com mais de 50 anos de idade e 20 anos de carreira.

O projeto com quase dois anos, tem como idealizador o Maestro e pianista Adylson Godoy. A ideia surgiu em uma conversa informal com o contrabaixista Amador Bueno, quando comentavam sobre a falta de políticas públicas para favorecerem os músicos profissionais, principalmente na área da música instrumental, pouco contemplada por patrocínios.

Não demorou muito e a UPARS foi fundada, tendo no casting inaugural, a Big Band Sênior, composta por 36 músicos renomados, da mais alta qualidade, dos quais, metade são intercalados entre as apresentações, aonde o caçula completou este ano 50 anos e o mais velho está com 90 anos de idade.

Composta por 5 saxofonistas, 4 trombonistas, 4 trompetistas, 1 pianista, 1 baixista, 1 baterista, 1 guitarrista e 1 percussionista; os 18 músicos juntos, contam ao grande público “A História das Big Bands” reproduzindo um amplo repertório dos anos 40 até a atualidade, que remonta Duke Ellington; Count Basie; Tommy Dorsey; Stan Keaton; Glenn Miller; Benny Goodman; Banda Tabajara; Silvio Mazzuca; Elcio Alvares, Luis Arruda Paes, entre outros.

A estreia tem por objetivo, documentar o trabalho que está sendo ensaiado há um ano aproximadamente nos bastidores do auditório da Ordem dos Músicos do Brasil, que cedeu gentilmente o espaço, para que os músicos desenvolvessem a Orquestra, reuniões, bem como a fundação da UPARS – União Paulista dos Artistas Seniores, que já está constituída, avançando do estado embrionário de associação, para constituição de uma OSCIP, que terá por objetivo, criar projetos de leis favoráveis aos músicos associados e captação de recursos governamentais a fim de fomentar os fazedores de cultura que estão atingindo a “melhor idade” e que em maioria não desfrutam de nenhuma política pública em detrimento de sua alta capacidade de realização.

“A Big Band Sênior é a prova de que o bom músico não tem data de validade e possui além da experiência, grande poder e força de vontade. Eles só precisam de um bom palco, condições técnicas e incentivo financeiro para mostrarem o seu melhor e contribuírem com a arte e a cultura musical de nosso país”. Disse Adylson Godoy, fundador da UPARS.

Através da UPARS, a Orquestra já está com o projeto aprovado pela Lei Rouanet (PRONAC nº 1410552, artigo 18) e em busca de captação de recursos.

Os músicos e cantores interessados em participarem da UPARS, podem se associarem gratuitamente no blog provisório http://upars.blogspot.com.br/p/associe-se-gratis.html para receberem informações de projetos futuramente criados para cada perfil de trabalho.


Próximas apresentações:

Dia 08/08 – 20 hs
Teatro Olido
Av. São João, 473 – Centro – São Paulo – SP
Entrada Franca
(Chegar 1 hora antes para retirar ingresso).

Dia 29/9 – 20 hs

Auditório do Tribunal de Justiça
(Antigo Hilton Hotel)
Av. Ipiranga, 165 – República – Centro – SP
Entrada Franca

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ministério da Saúde e CNJ assinam termo de cooperação que vai dar apoio técnico a magistrados

Acordo possibilitará acesso a pareceres e estudos clínicos com base em evidências científicas para aprimorar decisões judiciais relacionadas à área da saúde


Magistrados de todo o país passam a contar com subsídios técnicos para qualificar as decisões judiciais com base em evidências científicas nas ações relacionadas à saúde no Brasil. O objetivo da ação é aprimorar o conhecimento técnico dos magistrados para a solução das demandas. O termo de cooperação foi assinado nesta terça-feira, (23), em Brasília, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ricardo Lewandowski.

“O termo de cooperação é um grande avanço no processo de judicialização no país. Trata-se de recursos na área pública de R$ 7 bilhões previstos para este ano em judicialização nos estados, municípios e união. Estamos falando de recursos significativos que precisam ser bem aplicados, pois não constam dos orçamentos e planejamentos estruturados dos municípios, estados e união. O atendimento desses direitos tem sido feitos, mas queremos que sejam feitos sem que representem a desestruturação do que estava planejado de atendimento para a população como um todo”, ressaltou o ministro Ricardo Barros.

Para o presidente do CNJ, Ricardo Lewandowski, o banco de dados vai servir para consulta em decisões importantes. “Estamos dando um passo muito importante para imprimir um pouco de racionalidade no que diz respeito às decisões judiciais na área da saúde. Podemos implementar um saudável equilíbrio entre o direito individual a saúde e o direito coletivo a saúde. Sabemos que é preciso ponderar esses valores. Muitas vezes o juiz em comarcas longínquas não tem o aparo técnico para decidir questões gravíssimas que diz respeito a vida de uma pessoa e precisa resolver imediatamente sem nenhum amparo. O sistema vai servir para auxiliar os juízes com pareceres técnicos, mas sem afetar a autonomia do magistrado”, observou.

Com o Termo de Cooperação Técnica os tribunais ou Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NAT-JUS) vão ter a disposição o suporte técnico-científico dos Núcleos de Avaliação de Tecnologia em Saúde (NATS), para a produção de notas técnicas que possam aperfeiçoar o julgamento das demandas judiciais.

Além disso, os NATS e NAT-JUS poderão ter acesso às bases de dados para análise de evidências científicas, inclusive a Biblioteca Cochrane (Centro Cochrane do Brasil), instituição sem fins lucrativos, e outros acervos científicos se for o caso. Também ficou pactuado que cabe ao CNJ abrigar e disponibilizar, no seu sítio eletrônico, um banco de dados com as notas técnicas e pareceres técnico-científicos consolidados emitidos pelos NAT-JUS, TJ-MG, NATS, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec), podendo ser consultado por magistrados e demais operadores do Direito.

Em seis anos, os custos do governo federal destinados ao cumprimento de decisões judiciais foram de R$ 3,9 bilhões. São sentenças que determinam que a União adquira medicamentos, insumos e até mesmo itens como álcool gel, loção hidratante, óleos de girassol e linhaça, protetor solar, rolo de fita crepe ou xampu anticaspa, entre outros. No ano passado, esses gastos totalizaram R$ 1,2 bilhão.

RECURSOS GASTOS - Desde 2010 houve um aumento de 727% nos gastos da União com ações judiciais para aquisição de medicamentos, equipamentos, insumos, realização de cirurgias e depósitos judiciais. De 2010 até julho de 2016 os custos totalizaram R$ 3,9 bilhões com o cumprimento das sentenças. Só neste ano já foram desembolsados R$ 730,6 milhões.

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA – O Ministério da Saúde aumentou em 53% a oferta gratuita de medicamentos entre 2010 e 2015 por meio da Relação Nacional de Medicamentos (Rename), de 500 para 844 itens. Em 2015, a pasta investiu R$ 15,8 bilhões na compra de medicamentos, o que representa um aumento de 129% se comparado a 2010, quando foram gastos R$ 6,9 bilhões. A pasta distribui gratuitamente 14 medicamentos, sendo 11 para hipertensão e diabetes e três para asma.

DIÁLOGO COM JUDICIÁRIO - O Ministério da Saúde tem subsidiado o Judiciário com informações que visam contribuir para a compreensão da formatação constitucional e legal do SUS, bem como para os tratamentos oferecidos. O diálogo é mantido com todos os atores envolvidos na judicialização da Saúde - promotores, procuradores, advogados, juízes, desembargadores e ministros.

NOVAS TECNOLOGIAS - A incorporação de novas tecnologias no SUS tem sido feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício das mesmas, e é acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso. Isso permite orientar adequadamente a conduta dos profissionais de Saúde, além de garantir a segurança dos pacientes. A análise é feita pela Conitec, criada em 2012 com o objetivo de assessorar o Ministério da Saúde na decisão de incorporação de novas tecnologias no SUS.

Por Alexandre Penido