* Amauri Nóbrega
Chegando com a piada pronta, o ano está prestes a começar. Com o Carnaval se aproximando, é hora de começar a tirar os planos do papel. Sei que muitos, como “bons” brasileiros, dizem que o ano só começa depois do Carnaval por aqui. Não sou muito adepto dessa máxima, mas vamos usá-la hoje.
Quem nunca fez as famosas “Resoluções de Ano Novo”? Começar uma dieta, perder peso, fazer exercício, ler “n” livros no ano, aprender inglês, etc. Acredito que essas opções já passearam pelas listas de vários de vocês pelo menos uma vez e, em alguns casos, em todas elas. Havia um cliente que sempre colocava um item na relação dele, mas nunca conseguia tirar do papel. Então perguntei se era algo tão difícil de executar e disse pra ele retirar da lista, pois ele sempre tinha um ponto negativo na avaliação do final do ano e isso era ruim emocionalmente. A resposta que ele me deu foi a de que o item já figurava na lista dele há 10 anos que e era justamente para mostrar que ele não tinha conseguido cumprir o planejado. Sou contra essa atitude, mas vamos em frente.
Quero focar esse artigo no quesito desenvolvimento profissional. O que tem em sua lista que pode ser classificado como tal? E qual peso ele tem em relação aos demais? Falo isso porque não conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo, temos que definir prioridades para dar foco e pontos críticos para que o sucesso aconteça.
Você pode definir muitas coisas como desenvolvimento profissional, adquirir uma nova competência, buscar uma habilidade nova, iniciar uma graduação e/ou MBA, conseguir determinada promoção. Opa, isso é uma consequência. A consequência de receber uma promoção é o que está antes dela, descrito acima.
Agora, dentro do desenvolvimento profissional, gostaria de chamar a atenção do networking. Mas não aquele networking de ter 500 conexões ou mais no LinkedIn, sem nunca ter conversado com ao menos 5 delas. Sei que é uma ferramenta maravilhosa, mas tem que ser usada de maneira muito profissional e não como um Facebook como muitos utilizam.
Chamo atenção para esse item porque ele é de suma importância em sua evolução profissional. Quem nunca ouviu aquela máxima: “Nunca almoce sozinho”? Sim, o almoço é uma excelente ferramenta para desenvolver relacionamento. Sugiro você listar pessoas que acredita serem importantes para a sua evolução profissional e buscar meios de se relacionar com elas para que se conheçam mutuamente. Mostre que você pode agregar algo nessa relação para que seja mutuamente benéfica para os dois, crie uma sinalização que demonstre a situação atual e a futura.
Como fazer? Uma sugestão é um modelo que aprendi há bastante tempo em uma palestra: uso vermelho para as relações inexistentes ou nulas, amarelo para as relações que são mornas e azul para as relações estreitas. Se você tem em sua lista uma pessoa que visualiza ser importante para sua evolução profissional e a classifica como vermelha, é o momento de você planejar em transformá-la em amarela. Se não fizer isso, as ações planejadas podem não dar resultado em razão de um “gargalo” desse. Mas lembre-se: seja profissional, senão, poderá ser taxado de “puxa saco” e, em vez de aproximar, pode acontecer o inverso.
Sobre Amauri Nóbrega
É consultor executivo, palestrante, coach, escritor, conselheiro e especialista em estratégia e finanças. Atua há mais de 20 anos na área de tecnologia e desenvolvimento do Capital Humano. É um palestrante bem requisitado nas áreas de Estratégia, Mudança e Desenvolvimento Organizacional, Gestão de Pessoas, Liderança, Finanças e Governança Corporativa e Familiar.
Sócio fundador da “Cinco Global”, empresa especializada em projetos de consultoria em Gestão Estratégica, é também bacharel em Administração de Empresas com especialização em Marketing, MBA em Controladoria e Finanças Empresarial pela FGV, EPM em Marketing pela University of Miami – School of Business Administration, Strategic Negotiation pela YALE School of Management, HR Strategy pela University of MICHIGAN e Certified Board Member (CCI) pelo IBGC.
Site: www.amaurinobrega.com.br
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
terça-feira, 29 de julho de 2014
SIMPRATEC MOBILIZA MÚSICOS PARA AÇÃO COLETIVA CONTRA MINISTÉRIO DO TRABALHO
O SIMPRATEC - Sindicato dos Músicos Profissionais Práticos, Profissionais Técnicos, Autores, Intérpretes e Titulares de direitos autorais, realizará em 05/08 às 17hs na Câmara dos Vereadores de São Paulo, a Primeira Virada Musical Trabalhista de São Paulo.O objetivo do evento é questionar junto às autoridades relacionadas aos profissionais da Música, como o Ministério do Trabalho e Emprego, Ordem dos Músicos do Brasil e SINDMUSSP -Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado de São Paulo, o porque da ausência de fiscalização das notas contratuais emitidas pelos músicos trabalhadores.
Segundo Mario Henrique de Oliveira, presidente do SIMPRATEC, a maioria dos músicos não preenche o número do registro dos contratantes no Ministério do Trabalho, o que dificulta e na maioria das vezes, anula a identificação dos contratantes e recolhimento dos benefícios gerados aos músicos.
Durante a virada, os músicos presentes serão orientados em relação ao preenchimento do documento e as autoridades devidamente convidadas para a discussão, terão a oportunidade de manifestarem-se em relação à omissão de fiscalização desse caso.
O vídeo e cartaz de convocação começou a ser distribuído nas redes sociais na tarde de hoje:
ENTREVISTA DE MÁRIO HENRIQUE DE OLIVEIRA - PRESIDENTE DO SIMPRATEC NO PROGRAMA MÚSICO EMPREENDEDOR - TV CINEC
domingo, 9 de janeiro de 2011
Vantagens e desafios do pleno emprego
Por Eduardo Pocetti*
Desde o mês de dezembro passado ouvimos falar uma expressão completamente nova para a realidade brasileira: o pleno emprego. É que em novembro de 2010, o nível de desemprego medido pelo IBGE ficou em 5,7% da população economicamente ativa, o mais baixo já apurado na série histórica do atual indicador, iniciada em março de 2002. Esse patamar é considerado por especialistas equivalente à situação de pleno emprego em um país.
Trata-se de uma grande notícia para nós brasileiros, especialmente tendo em vista que o desemprego avançou fortemente em países desenvolvidos logo após a crise financeira de 2008/2009.
É interessante perceber que a condição de pleno emprego está muito bem definida em algumas localidades brasileiras, como é o caso da região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde o nível de desemprego ficou em apenas 3,7% no mês de novembro passado, por exemplo.
Pode-se questionar a referência “pleno emprego” quando ainda há um pequeno, mas persistente, percentual de desocupação. No entanto, nesse patamar, considera-se que a oferta de vagas está equilibrada ou é maior que a procura, e que muitos daqueles que se enquadram entre os desempregados estão nessa condição não por falta de oportunidades, mas por fazer questão de ganhar mais do que o salário que é oferecido pelo mercado.
O grande problema da situação de pleno emprego está relacionado justamente à dificuldade que as empresas e empregadores têm em encontrar trabalhadores devidamente capacitados para ocupar as vagas disponíveis. Mesmo havendo muitas vezes um aumento natural da remuneração média para os profissionais, alguns setores sofrem com a carência de mão de obra preparada para assumir suas funções.
Este é o dilema enfrentado atualmente pelo setor da construção civil, que registrou em 2010 um crescimento notável, que deve ficar em torno dos 11%, maior patamar em 24 anos. O segmento planeja manter-se aquecido agora em 2011, mas enfrenta dificuldades para contratar profissionais qualificados e completar seus quadros funcionais em velocidade equivalente e alinhada ao avanço das obras assumidas.
Percebemos que um dos grandes desafios que enfrentaremos nos próximos anos é o da qualificação profissional. Somos ainda um país de jovens, de mão de obra abundante, mas, infelizmente, pouco capacitada.
Formar profissionais qualificados nos mais variados níveis e setores de atuação será, portanto, uma necessidade que devemos enfrentar com muito empenho. Nosso futuro está de fato nas mãos de nossos trabalhadores, especialmente dos mais jovens. Estimular a qualificação e oferecer condições para a formação e a capacitação de pessoal são questões que precisam ser encaradas como objetivos essenciais para o país.
* Eduardo Pocetti é CEO da BDO no Brasil, firma-membro integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
Desde o mês de dezembro passado ouvimos falar uma expressão completamente nova para a realidade brasileira: o pleno emprego. É que em novembro de 2010, o nível de desemprego medido pelo IBGE ficou em 5,7% da população economicamente ativa, o mais baixo já apurado na série histórica do atual indicador, iniciada em março de 2002. Esse patamar é considerado por especialistas equivalente à situação de pleno emprego em um país.
Trata-se de uma grande notícia para nós brasileiros, especialmente tendo em vista que o desemprego avançou fortemente em países desenvolvidos logo após a crise financeira de 2008/2009.
É interessante perceber que a condição de pleno emprego está muito bem definida em algumas localidades brasileiras, como é o caso da região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde o nível de desemprego ficou em apenas 3,7% no mês de novembro passado, por exemplo.
Pode-se questionar a referência “pleno emprego” quando ainda há um pequeno, mas persistente, percentual de desocupação. No entanto, nesse patamar, considera-se que a oferta de vagas está equilibrada ou é maior que a procura, e que muitos daqueles que se enquadram entre os desempregados estão nessa condição não por falta de oportunidades, mas por fazer questão de ganhar mais do que o salário que é oferecido pelo mercado.
O grande problema da situação de pleno emprego está relacionado justamente à dificuldade que as empresas e empregadores têm em encontrar trabalhadores devidamente capacitados para ocupar as vagas disponíveis. Mesmo havendo muitas vezes um aumento natural da remuneração média para os profissionais, alguns setores sofrem com a carência de mão de obra preparada para assumir suas funções.
Este é o dilema enfrentado atualmente pelo setor da construção civil, que registrou em 2010 um crescimento notável, que deve ficar em torno dos 11%, maior patamar em 24 anos. O segmento planeja manter-se aquecido agora em 2011, mas enfrenta dificuldades para contratar profissionais qualificados e completar seus quadros funcionais em velocidade equivalente e alinhada ao avanço das obras assumidas.
Percebemos que um dos grandes desafios que enfrentaremos nos próximos anos é o da qualificação profissional. Somos ainda um país de jovens, de mão de obra abundante, mas, infelizmente, pouco capacitada.
Formar profissionais qualificados nos mais variados níveis e setores de atuação será, portanto, uma necessidade que devemos enfrentar com muito empenho. Nosso futuro está de fato nas mãos de nossos trabalhadores, especialmente dos mais jovens. Estimular a qualificação e oferecer condições para a formação e a capacitação de pessoal são questões que precisam ser encaradas como objetivos essenciais para o país.
* Eduardo Pocetti é CEO da BDO no Brasil, firma-membro integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
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