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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

“Sobral – O Homem Que Não Tinha Preço” chega aos cinemas em 1º de novembro



Documentário dirigido por Paula Fiuza e com produção da Canal Laranja e da Casé Filmes relata a trajetória do jurista Sobral Pinto na luta pela justiça e democracia durante o Estado Novo e ditadura militar

“Sobral – O Homem Que Não Tinha Preço” estreia em circuito nacional dia 1º de novembro. Com produção executiva de Augusto Casé, o filme dirigido por Paula Fiuza, neta de Sobral Pinto, chega as salas de cinema com distribuição da Serendip Filmes (Art Filmes). A produção retrata a trajetória de uma das figuras mais importantes da história recente do Brasil, o advogado que na luta por justiça e democracia ousou desafiar até mesmo o período da ditadura brasileira.

“Sobral” resgata a história de Heráclito Fontoura Sobral Pinto desde seus embates ao combater os abusos do regime militar (1964-1985) e do Estado Novo (1937-1945) num registro do que sempre foi uma constante em sua vida - o jurista colocava a defesa dos direitos humanos sempre em primeiro lugar. Mesmo com convicções ideológicas contrárias e combatente do comunismo defendeu Luiz Carlos Prestes e Harry Berger, líderes da Intentona Comunista de 1935, em uma causa histórica, em que procurando livrar Harry das condições desumanas que estava sendo submetido na prisão pela ditadura de Getúlio Vargas, utilizou a Lei de Proteção aos Animais para defender seu cliente.

O filme toma como ponto de partida a descoberta de arquivos secretos de áudio do Superior Tribunal Militar contendo registros de defesas de presos políticos durante a ditadura. Nas gravações a voz que mais se destaca é de Sobral. Com depoimentos de personagens como Luis Carlos Prestes e sua filha com Olga Benário, Anita Leocádia, salva do regime nazista com ajuda do jurista, de Zuenir Ventura e do próprio Sobral, o filme ressalta a coragem, a ética e a luta incansável de um dos maiores advogados defensores dos direitos humanos da história do Brasil.

A idealização do projeto partiu de uma inquietação da diretora e neta do jurista Paula Fiuza, que pensava na figura emblemática do avô e percebia que a história dele tinha poucos registros e sua memória estava se apagando. “Resgatar a figura real e possível de um homem que não se vendia por preço algum, e que lutava incansavelmente pelo que acreditava, independente dos prejuízos pessoais que isso pudesse lhe trazer”, era o objetivo principal da diretora.

Dessa forma, por estar presente na história de Sobral, Paula optou por se colocar pessoalmente narrando a abertura do filme, dando uma dimensão humana para a figura do avô e não meramente documental, utilizando-se da própria experiência nas Diretas ao ouvir Sobral discursando para uma multidão em defesa da democracia brasileira.

“Este viés pessoal que demos ao filme só enriquece. Abrimos e fechamos o filme sob o ponto de vista de uma espectadora da história do Brasil, que até então era só neta do Sobral. A própria neta que, até as Diretas Já, não conhecia a fundo o valor do próprio avô para a história do País”, destaca Augusto Casé, produtor executivo do longa. “Já no final, por exemplo, quando há o cenário do Congresso Nacional, falamos do quanto figuras como Sobral fazem falta, do quanto estamos precisando de um Sobral Pinto, que estes espíritos mágicos, de homens de honra, verdadeiros líderes, deviam baixar nos nossos atuais políticos”, complementa Augusto.

Sinopse
A trajetória surpreendente de Sobral Pinto, advogado de coragem e ética inabalável, que lutou pela justiça e pela democracia, ousou desafiar a ditadura e levou um milhão de pessoas ao delírio ao subir no palanque das Diretas, aos 90 anos, para lembrar ao Brasil que "todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”.
Ficha Técnica
Direção: Paula Fiuza
Produção Executiva: Augusto Casé
Roteiro: Paula Fiuza
Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche, ABC
Som Direto: Valeria Ferro
Pesquisa: Antonio Venâncio, Maria Byington e Cristina Vignoli. 
Música Original: Marcos  Kuzka Cunha
Direção de Arte: Gisela Fiuza
Uma co-produção Casé Filmes & Canal Laranja

2012 - 84 minutos 

INSTITUTO CULTURAL BARONG ORIENTA POPULAÇÃO SOBRE IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS DSTs




 No próximo dia 25 de  outubro, das 12 h às 20 horas, assistentes sociais, psicólogos, arte educadores  e voluntários do Instituto Cultural Barong estarão de plantão no Con junto Nacional  (Av. Paulista, esquina com Rua Augusta), para orientar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção das DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis, com reforço em AIDS.  Por meio de distribuição de material educativo, a entidade visa orientar a população sobre comportamentos de risco e incentivar a busca por testes para hepatites e HIV, com indicação de serviços públicos de saúde especializados.  Até o final do ano, a equipe do BARONG estará em outros locais e escolas públicas da cidade de São Paulo.  As regiões escolhidas para receber a equipe  do BARONG estão entre aquelas que apresentam maior crescimento de casos de HIV-AIDS (zonas sul e leste), segundo levantamentos do Programa Municipal de Aids (*).  Já o Conjunto Nacional foi escolhido pelo grande tráfico de pessoas - cerca de 25 mil por dia.  Entre outubro e novembro o Barong também estará em Pedreira e Cidade Ademar.  A ativid ade tem apoio da Abbott Brasil

O Boletim Epidemiológico de AIDS/HIV/HEPATITES B e C do Município de S. Paulo aponta diminuição dos casos de HIV na cidade a partir de 1999, mantendo a razão de 2 homens para cada 1 mulher infectada, com predominância nas faixas de 20 a 39 anos, mas com tendência de elevação nas faixas etárias entre 40 e 59 anos de idade.

"Para que os índices continuem diminuindo é fundamental o contínuo desenvolvimento de estratégias de prevenção e assistência, com ferramentas educacionais dirigidas a segmentos populacionais específicos", afirma a presidente da entidade, Marta  Mc Britton, especializada em gestão de projetos sociais.

O Instituto Cultural BARONG foi criado em 1997 no Estado de São Paulo, com o objetivo de desenvolver atividades educacionais para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.  Foi a primeira organização não governamental no Brasil a usar uma unidade móvel para facilitar o acesso a segmentos mais vulneráveis da população.  Os seus matérias educativos são reproduzidos por instituições governamentais e não governamentais de todo o país. 

A Abbott se dedica à luta contra AIDS desde o início da epidemia, sendo a empresa responsável pelo lançamento, em 1985, do primeiro teste aprovado para a identificação do vírus HIV no sangue.  Hoje, a companhia combate a epidemia globalmente de diferentes formas, como pesquisa e desenvolvimento, acesso a medicamentos, combate contra o estigma e descriminação contra os pacientes HIV+ e desenvolvimentos de programas humanitários.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL CRISTÃ E SALÃO INTERNACIONAL GOSPEL SE UNEM EM UMA SÓ FEIRA


O Salão Internacional Gospel, idealizado pelo Grupo MR1 e a FLIC - Feira Literária Internacional Cristã, idealizada pela ASEC - Associação dos Editores Cristãos, ambas na terceira edição, decidiram em comum acordo a realização das feiras em uma única data e local, preservando os mesmos nomes, beneficiando todo o segmento evangélico. A feira, com todo o seu vigor, abrange editoras, gravadoras, instrumentos musicais, alternativos, moda, mídia especializada, cantores, igrejas, ministérios, lojistas e livreiros e está confirmada de 18 a 20 de Setembro de 2014, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Com realização da MR1 e ASEC, a organização vai ser do Grupo Cipa Fiera Milano. O tema desta edição é "Resgatando os valores cristãos".
São de Sérgio Henrique, presidente da ASEC e da Editora Vida, as palavras: "Queremos com esta união restaurar os princípios cristãos e continuar abençoando muitas vidas, oferecendo o melhor com a alegria e o prazer de estarmos todos juntos em um ambiente agradável, onde o nome do Senhor Jesus seja enaltecido."
Marcelo Rebello, do Grupo MR1, acrescenta: "Agradecemos a Deus pela oportunidade de viver um momento de união de esforços em prol do nosso segmento, fomentando em conjunto as ações de integração."
Representando a organizadora, José Roberto Sevieri ressalta que: "O Grupo Cipa Fiera Milano se sente honrado em participar desta união de fé, onde o objetivo é apresentar de forma completa a disseminação da cultura cristã."
O lançamento oficial da FLIC e do Salão Gospel 2014 acontece no dia 23 de Outubro de 2013, às 9:30 horas, no Pavilhão 2 do Centro de Exposições Imigrantes.

Acompanhe no www.salaointernacionalgospel.com.br

quinta-feira, 11 de abril de 2013

BOSSA NOVA VOLTA A SER TOCADA NA NOITE PAULISTA

























O projeto Bossa Nova Tupiniquim estreia dia 17/4 no restaurante VARANDA COPAN localizado 
embaixo do edifício "Copan" cartão postal de São Paulo.

A noite paulista ganha agora o melhor da BOSSA NOVA interpretada pelos cantores MILENA CASTRO e JONAS BAKER.

O local é muito bem frequentado por executivos e moradores do centro da cidade e já conta com música ao vivo no estilo MPB durante a semana. Agora com a introdução da Bossa Nova, pretendemos levar música de bom gosto para um público selecionado, atraindo os turistas que vem a São Paulo para as feiras de eventos e negócios internacionais.” Declarou Claudionor Costa, diretor executivo da Tupiniquim Entertainment. A empresa é responsável pelo intercâmbio cultural Brasil – Japão com experiência em todos os tramites de relacionamento internacional concernente à documentação e contratos relacionados ao show business.


SERVIÇO:
BOSSA NOVA TUPINIQUIM
DIA 17/04 a partir das 20hs
Local: VARANDA RESTAURANTE & LOUGE COPAN
AV. IPIRANGA, 200 – PÇA DA REPÚBLICA – SP
INFORMAÇÕES: 3120-4442

terça-feira, 2 de abril de 2013

Atento oferece cerca de 10.528 oportunidades de carreira em todo o Brasil no mês de abril


Atento oferece cerca de 10.528 oportunidades de carreira em todo o Brasil no mês de abril

Eleita uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil e no mundo segundo o instituto americano Great Place to Work, a Atento oferece diversas oportunidades de carreira, possibilitando desenvolvimento contínuo na companhia, que emprega mais de 85 mil profissionais em todo o território nacional

São Paulo, 01 de abril de 2013. A Atento, empresa de Contact Center e terceirização de processos de negócios (BPO), abre 10.528 oportunidades de emprego em todo o Brasil, sendo 10.413 para os cargos de teleoperador e 115 para serviços presenciais.

As vagas para teleoperador estão distribuídas da seguinte forma: 4.374 na capital do estado de São Paulo, 1.297 em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), 256 em Santo André (ABC Paulista), 546 em São José dos Campos (SP), 464 em Campinas (SP), 336 em Ribeirão Preto (SP), 936 em Santos (SP), 1.395 no Rio de Janeiro (RJ), 228 em Belo Horizonte (MG), 502 em Goiânia (GO), 31 em Curitiba (PR) e 48 em Porto Alegre (RS).
Para os serviços presenciais, a Atento oferece 115 oportunidades para promotores de vendas I, distribuídas em uma vaga em São Paulo, 18 em Belo Horizonte (MG), 27 em Curitiba (PR), 39 em Florianópolis e 30 em Porto Alegre (RS).  

A companhia é uma das maiores empregadoras do País e foi reconhecida nacionalmente pelo instituto americano Great Place to Work (GPTW) como uma das melhores empresas para trabalhar nas unidades de Salvador e Rio de Janeiro, sendo que a do Rio também foi classificada na lista das melhores empresas para trabalhar no estado. A empresa se destacou ainda com a central de Goiânia, certificada como a melhor empresa para trabalhar na região Centro-Oeste e no segmento de TI e Telecom no Brasil além de ter conquistado o posto de umas das 25 melhores empresas para trabalhar no mundo.

Além disso, a Atento não exige experiência para o cargo de teleoperador e que os candidatos têm a oportunidade de desenvolver carreira em uma multinacional com presença em mais de 15 países.

Neste sentido, a empresa possui projetos que estimulam continuamente o desenvolvimento de seus funcionários com oportunidades de ascensão da carreira em todo o Brasil. Para isso, a companhia investe fortemente em políticas voltadas a pessoas, como a de Remuneração Variável, uma iniciativa de valorização para reconhecer e recompensar os esforços concentrados na busca pela superação das metas corporativas. Entre os programas destacam-se a Academia Atento (criada em 2007, aprimora a formação e o desenvolvimento das equipes que atuam nas diversas áreas da empresa); o E-Learning (projeto que contempla mais de 50 cursos online, de temas diversos, todos gratuitos e com duração média de 15 horas); Banco de Potenciais (desenvolvimento de funcionários para cargos de gestão) e o Escalada (Programa de recrutamento interno que possibilita desenvolvimento de carreira na empresa).

Perfil e como candidatar-se

Vagas Operacionais

O perfil para o cargo de teleoperador é segundo grau completo, bom vocabulário, boa dicção, fluência verbal, desenvoltura no relacionamento interpessoal, dinamismo, conhecimentos de informática e habilidade em digitação. Para candidatar-se para as vagas de teleoperador, os interessados devem se cadastrar no site: www.atento.com.br.

Serviços Presenciais
Para promotor de vendas I, o perfil exigido pela Atento é segundo grau completo, conhecimentos em informática e tecnologia, dinamismo, objetividade, organização, habilidade para argumentar, pró-atividade, experiência em vendas, além de ser desejável ter experiência no cargo.
Para candidatar-se às vagas presenciais (promotor de vendas I), os interessados devem enviar seu currículo para o e-mail abaixo, de acordo com a localidade:
Minas Gerais: selecaopdvmg@atento.com.br
Paraná: selecaopdvpr@gmail.com
Rio Grande do Sul: selecaopdvrs@atento.com.br
Santa Catarina: selecaopdvsc@gmail.com

Benefícios
Todas as oportunidades de trabalho na  Atento são em regime CLT. A empresa oferece assistência médica, vale-refeição ou vale-alimentação, seguro de vida, assistência odontológica, vale-transporte, auxílio-creche e auxílio à criança especial.

A remuneração  varia de acordo com o cliente e a carga horária. Além disso, a companhia tem parcerias com instituições de ensino em todo País (em cursos superiores, pós-graduação, MBA, escolas de idiomas e informática) e são descontos que variam de 10% a 50% do valor da mensalidade, sendo que alguns são válidos inclusive para os dependentes. Vale ressaltar que esta parceria é um benefício para todos os funcionários da Atento.

Sobre a Atento

Atento é uma empresa de Terceirização dos Processos de Negócio (Business Process Outsourcing - BPO) no setor de Gestão do Relacionamento com Clientes (Customer Relationship Management - CRM), líder na América Latina e a segunda maior empresa do mundo em sua categoria. A partir de 1999, a companhia desenvolveu seu modelo de negócio em mais de 15 países, onde emprega mais de 150 mil pessoas. A Atento possui mais de 500 clientes aos quais oferece uma ampla gama de serviços em plataforma multicanal. Seus clientes são empresas multinacionais líderes nos setores de telecomunicações, bancário e financeiro, saúde, varejista e administração pública, entre outros. www.atento.com

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

GAROTINHO ADQUIRE SÍNDROME DE MÃOS ALHEIAS APÓS CIRURGIA DE HÉRNIA

Quando cheguei na casa de Vera, o pai de Kevin, Reginaldo, havia saído com ele para levar a sogra ao mercadinho nas proximidades, pois toda vez que Kevin anda de carro, fica um pouco mais calmo. 

O casal ainda tem um Fiat velhinho que precisa de reparos. É o único modo de levar Kevin ao médico nas crises inesperadas. Reginaldo também usa o carro para ganhar alguns trocados nos dias em que o filho está mais calmo fazendo propaganda volante para alguns comerciantes do bairro. 

 Vera contou que a gestação de Kevin fora normal, o parto foi cesariana e com uma semana de vida ela percebeu que ao mamar Kevin apresentava vermelhidão no corpo. Ao procurar os médicos e fazer os exames foi constatado que Kevin tinha alergia ao leite e teria que consumir somente leite de soja. 

PRIMEIRO POSSÍVEL ERRO MÉDICO:

 Após completar um ano, Kevin teve pneumonia e permaneceu internado durante sete dias no hospital Nipo Brasileiro. No leito, uma enfermeira deu uma mamadeira ao garoto que após dez minutos provocou febre alta, edemas, hemorragia, inchaço, chegando a ficar inconsciente durante dois dias. 

 O convênio brigava com o hospital para liberar os medicamentos necessários para o socorro do garoto e enquanto isso, as horas se passavam sem que Kevin tivesse o tratamento adequado. Após muita briga, o menino foi transferido para um quarto aonde foi submetido aos procedimentos de *broncoaspiração, permanecendo por mais 27 dias internado.

 Conforme os dias se passaram, Kevin não estava mais balbuciando palavras, tampouco comendo sólidos. Após ter alta, Vera notou que o filho não era mais o mesmo e foi aí que começou a jornada que se estende há seis anos. Vera começou a procurar os médicos que ignoravam o assunto dizendo que até os sete anos Kevin "deveria falar". (Esta é uma presunção de médicos com pouca vontade de atender os pacientes. Como alguém pode "presumir" um diagnóstico sem pedir todos os exames necessários. ESTE NÃO É O PRIMEIRO CASO DO QUAL TOMO CONHECIMENTO). 






SEGUNDO POSSÍVEL ERRO MÉDICO:

Tempos depois, Vera notou que Kevin sentia dores, mas como não sabia expressar, falar para a mãe o que sentia, Vera procurou novamente o hospital aonde foi diagnosticado uma hérnia inguinal na virilha direita e os médicos aconselharam a procura de um cirurgião.

Na busca, encontraram a Dra. Maria Salete Mathias que realizou a cirurgia no Hospital Santa Rita, pedindo apenas um exame de hemograma e coagulograma, para a surpresa de Vera, não foi pedido um **exame pré anestésico. Ela ainda tentou detalhar para a doutora a necessidade de um exame deste tipo, mas a mesma retrucou: - A médica aqui sou eu... ( O que uma jovem mãe, inexperiente pode questionar com um profissional da medicina?)

Dias depois, com os exames solicitados, chegou o fatídico dia que se o casal tivesse uma bola de cristal, teria evitado.

No hospital, Vera e Reginaldo prepararam Kevin com a túnica do hospital, quando repentinamente surgiu um enfermeiro e tomou a criança nos braços dizendo que o levaria para o centro cirúrgico. O casal ficou espantado, pois esperava que o filho fosse levado em uma maca.

Reginaldo informou ao enfermeiro que seria necessário cuidados com Kevin, pois tratava-se de uma criança especial que não conseguia falar. O enfermeiro confirmou: - ... mas, ele não sabe nem dizer papai e mamãe?... E o casal confirmou.

Quando Kevin retornou da sala de cirurgia, estava sentado com os pesinhos para trás, com a cabeça inchada e vermelha. Seu corpo estava cheio de furos de agulha. Ele tinha o corte da cirurgia e parecia ter tomado banho. Em vinte minutos a família foi liberada do hospital para casa. Chegando em casa, Kevin começou a se bater, debater, chorar, se jogar no chão, desesperando a família inteira. Imediatamente o casal retornou ao Hospital Santa Rita e disseram que não podiam atendê-lo porque ele já havia saído de lá e tudo havia corrido bem. Vera pediu para falar com a administração do hospital ou os médicos e disseram que ela só poderia ser ouvida uma semana depois.

Saindo de lá, eles procuraram outro hospital em Ermelindo Matarazzo aonde Kevin foi medicado com um calmante, dormiu e quando acordou estava ainda mais violento na auto-agressão. Os médicos do pronto-atendimento do Hospital de Ermelindo Matarazzo acharam muito estranho e disseram que não havia mais nada a se fazer.

Quinze dias depois, Vera retornou ao Hospital Santa Rita junto com Kevin, sua mãe e irmã, para ajudá-la a proteger o garoto de si mesmo e conseguiu falar com o Anestesista Dr. José Aluisio Camara - CRM 13787, presente na cirurgia. Durante a conversa, elas perceberam que o doutor já idoso, parecia não enxergar bem e tinha as mãos trêmulas como quem sofre de Mal de Parkinson. O doutor disse que a cirurgia correu bem e Vera perguntou:

- Por que meu filho veio com o rosto inchado e vermelho?
- Eu vou falar a verdade. Seu filho chorou muito. Disse o médico.
- Mas por que meu filho chorou muito? Ele não estava anestesiado? Vera retrucou.
- Eu fiz o seu filho chorar,como eu fiz o meu filho chorar. Meu filho até hoje não me perdoa e hoje ele toma remédios psiquiátricos e tem problema, mas por minha causa. Respondeu o médico.
- Mas, o que o senhor fez com o seu filho? Vera perguntou. 
O médico calou-se e não quis mais conversar.

Vera, sua irmã, mãe e Kevin saíram do hospital desolados. Em seu coração, havia ainda mais uma dúvida. Kevin estava incomodado, com as partes intimas "alteradas" e não deixava ninguém tocá-lo nas nádegas, nem mesmo a mãe conseguia lavá-lo ou limpá-lo. Vera ficou com o coração apertado sem querer acreditar numa possível ação de abuso sexual ou traumatismo durante a cirurgia. Com o filho sofrendo, se batendo, algo novo para a família, sem atendimento e entendimento necessários, Vera não procurou a delegacia imediatamente, pois não tinha mais certeza de nada. Dias depois, pressionada pela mãe, Vera foi a um posto de saúde e disseram que não poderiam olhar o garoto e não indicaram nenhum encaminhamento. Depois de um tempo conversando com uma amiga enfermeira, ela sugeriu que Vera fosse até uma delegacia. Vera dirigiu-se até o 62º DP e registrou um boletim de ocorrência. Mas os exames no hospital Pérola Byington não puderam ser realizados porque um possível estupro teria perdido os vestígios depois de algum tempo.

A advogada que conseguiu a entrevista no Programa do Datena, tempos depois abandonou o caso e atualmente um outro advogado está retomando o Processo.








ENTREVISTA:
 



Glossário:

*Broncoaspiração - É a entrada de substâncias estranhas nas vias aéreas inferiores. Pode ocasionar diversos tipos de pneumonia, dependendo da natureza e quantidade do aspirado. Normalmente as etapas da de deglutição servem de barreira contra a bronco aspiração. Respostas do organismo a broncoaspiração: Tosse ou regurgitação na hora. Se não houver essa defesa imediata, poderá ocorrer um caso de aspiração silenciosa que virá a desenvolver: Insuficiência respiratória aguda, seguida de taquipnéia, roncos, cianose e hipotensão. (Fonte: http://enfermaraquara.blogspot.com.br/)

**Exame pré anestésico:

Nova Resolução do CFM: avaliação pré-anestésica passa a ser obrigatória, em consulta médica, antes da realização de qualquer tipo de ato anestésico


O Conselho Federal de Medicina acaba de aprovar a Resolução de nº 1.802/06, de extrema relevância para os pacientes que terão de se submeter a qualquer tipo de ato anestésico. Ela atualiza e moderniza a prática do ato anestésico, além de dispor sobre as condições de segurança obrigatórias desde o pré até o pós-operatório, e também sobre os equipamentos e requisitos mínimos para a realização da anestesia em qualquer hospital ou instituição de saúde do Brasil.

Publicada no Diário Oficial da União em 1º de novembro de 2006, a Resolução 1.802/06 é resultado do trabalho conjunto da Câmara Técnica Conjunta do Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Revoga todas as disposições em contrário, em especial a Resolução CFM nº 1.363, publicada em 22 de março de 1993, que até então normatizava o exercício da anestesiologia no Brasil e estava ultrapassada.

Por intermédio da nova regulamentação, o Conselho Federal de Medicina orienta a todos os especialistas a fazer uma avaliação pré-anestésica, em consulta médica, antes da admissão de pacientes para procedimentos eletivos. Também lista os equipamentos básicos para a administração da anestesia e suporte cardiorrespiratório, fármacos, instrumentais e materiais. Torna obrigatório, por exemplo, o oxímetro de pulso e capnógrafo, dois instrumentos essenciais hoje, que não eram contemplados por normativas anteriores.

Leia a resolução completa do CFM abaixo:


RESOLUÇÃO CFM N° 1.802/06

EMENTA: Dispõe sobre a prática do ato anestésico.

O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, e

CONSIDERANDO que é dever do médico guardar absoluto respeito pela vida humana, não podendo, em nenhuma circunstância, praticar atos que a afetem ou concorram para prejudicá-la;

CONSIDERANDO que o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional;

CONSIDERANDO que o médico deve aprimorar e atualizar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente;

CONSIDERANDO que não é permitido ao médico deixar de ministrar tratamento ou assistência ao paciente, salvo nas condições previstas pelo Código de Ética Médica;

CONSIDERANDO que a Portaria nº 400, de 6 de dezembro de 1977, do Ministério da Saúde, prevê sala de recuperação pós-anestésica para a unidade do centro cirúrgico;

CONSIDERANDO o proposto pela Câmara Técnica Conjunta do Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Anestesiologia, nomeada pela Portaria CFM nº 62/05;

CONSIDERANDO a necessidade de atualização e modernização da prática do ato anestésico;

CONSIDERANDO, finalmente, o decidido em sessão plenária de 4 de outubro de 2006,

RESOLVE:

Art. 1º Determinar aos médicos anestesiologistas que:
I – Antes da realização de qualquer anestesia, exceto nas situações de urgência, é indispensável conhecer, com a devida antecedência, as condições clínicas do paciente, cabendo ao médico anestesiologista decidir da conveniência ou não da prática do ato anestésico, de modo soberano e intransferível.
a) Para os procedimentos eletivos, recomenda-se que a avaliação pré-anestésica seja realizada em consulta médica antes da admissão na unidade hospitalar;
b) na avaliação pré-anestésica, baseado na condição clínica do paciente e procedimento proposto, o médico anestesiologista solicitará ou não exames complementares e/ou avaliação por outros especialistas;
c) o médico anestesiologista que realizar a avaliação pré-anestésica poderá não ser o mesmo que administrará a anestesia.
II – Para conduzir as anestesias gerais ou regionais com segurança, deve o médico anestesiologista manter vigilância permanente a seu paciente.
III – A documentação mínima dos procedimentos anestésicos deverá incluir obrigatoriamente informações relativas à avaliação e prescrição pré-anestésicas, evolução clínica e tratamento intra e pós-anestésico (ANEXO I).
IV – É ato atentatório à ética médica a realização simultânea de anestesias em pacientes distintos, pelo mesmo profissional.
V - Para a prática da anestesia, deve o médico anestesiologista avaliar previamente as condições de segurança do ambiente, somente praticando o ato anestésico quando asseguradas as condições mínimas para a sua realização.

Art. 2º
 É responsabilidade do diretor técnico da instituição assegurar as condições mínimas para a realização da anestesia com segurança.

Art. 3º Entende-se por condições mínimas de segurança para a prática da anestesia a disponibilidade de:
I – Monitoração da circulação, incluindo a determinação da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, e determinação contínua do ritmo cardíaco, incluindo cardioscopia;
II - Monitoração contínua da oxigenação do sangue arterial, incluindo a oximetria de pulso;
III - Monitoração contínua da ventilação, incluindo os teores de gás carbônico exalados nas seguintes situações: anestesia sob via aérea artificial (como intubação traqueal, brônquica ou máscara laríngea) e/ou ventilação artificial e/ou exposição a agentes capazes de desencadear hipertermia maligna.
IV – Equipamentos (ANEXO II), instrumental e materiais (ANEXO III) e fármacos (ANEXO IV) que permitam a realização de qualquer ato anestésico com segurança, bem como a realização de procedimentos de recuperação cardiorrespiratória.

Art. 4º Após a anestesia, o paciente deve ser removido para a sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) ou para o/a centro (unidade) de terapia intensiva (CTI), conforme o caso.
§ 1º Enquanto aguarda a remoção, o paciente deverá permanecer no local onde foi realizado o procedimento anestésico, sob a atenção do médico anestesiologista;
§ 2º O médico anestesiologista que realizou o procedimento anestésico deverá acompanhar o transporte do paciente para a SRPA e/ou CTI;
§ 3º A alta da SRPA é de responsabilidade exclusiva do médico anestesiologista;
§ 4º Na SRPA, desde a admissão até o momento da alta, os pacientes permanecerão monitorados quanto:
a) à circulação, incluindo aferição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos e determinação contínua do ritmo cardíaco, por meio da cardioscopia;
b) à respiração, incluindo determinação contínua da oxigenação do sangue arterial e oximetria de pulso;
c) ao estado de consciência;
d) à intensidade da dor.

Art. 5º Os anexos e as listas de equipamentos, instrumental, materiais e fármacos que obrigatoriamente devem estar disponíveis no ambiente onde se realiza qualquer anestesia, e que integram esta resolução, serão periodicamente revisados.
Parágrafo único - Itens adicionais estão indicados em situações específicas.

Art. 6° Revogam-se todas as disposições em contrário, em especial a Resolução CFM nº 1.363 publicada em 22 de março de 1993.

Art. 7° Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília/DF, 4 de outubro de 2006

EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE
Presidente

LÍVIA BARROS GARÇÃO
Secretária-Geral


ANEXOS

ANEXO I - As seguintes fichas fazem parte obrigatória da documentação da anestesia:
1.Ficha de avaliação pré-anestésica, incluindo:
a.Identificação do anestesiologista
b.Identificação do paciente
c.Dados antropométricos
d.Antecedentes pessoais e familiares
e.Exame físico, incluindo avaliação das vias aéreas
f.Diagnóstico cirúrgico e doenças associadas
g.Tratamento (incluindo fármacos de uso atual ou recente)
h.Jejum pré-operatório
i.Resultados dos exames complementares eventualmente solicitados e opinião de outros especialistas, se for o caso
j.Estado físico
k.Prescrição pré-anestésica
l.Consentimento informado específico para a anestesia
2.Ficha de anestesia, incluindo:
a.Identificação do(s) anestesiologista(s) responsável(is) e, se for o caso, registro do momento de transferência de responsabilidade durante o procedimento
b.Identificação do paciente
c.Início e término do procedimento
d.Técnica de anestesia empregada
e.Recursos de monitoração adotados
f.Registro da oxigenação, gás carbônico expirado final (nas situações onde foi utilizado), pressão arterial e freqüência cardíaca a intervalos não superiores a dez minutos
g.Soluções e fármacos administrados (momento de administração, via e dose)
h.Intercorrências e eventos adversos associados ou não à anestesia
3.Ficha de recuperação pós-anestésica, incluindo:
a.Identificação do(s) anestesiologista(s) responsável(is) e, se for o caso, registro do momento de transferência de responsabilidade durante o internamento na sala de recuperação pós-anestésica
b.Identificação do paciente
c.Momentos da admissão e da alta
d.Recursos de monitoração adotados
e.Registro da consciência, pressão arterial, freqüência cardíaca, oxigenação, atividade motora e intensidade da dor a intervalos não superiores a quinze minutos.
f.Soluções e fármacos administrados (momento de administração, via e dose)
g.Intercorrências e eventos adversos associados ou não à anestesia

ANEXO II - Equipamentos básicos para a administração da anestesia e suporte cardiorrespiratório:
1.Em cada sala onde se administra anestesia: secção de fluxo contínuo de gases, sistema respiratório e ventilatório completo e sistema de aspiração.
2.Na unidade onde se administra anestesia: desfibrilador, marca-passo transcutâneo (incluindo gerador e cabo).
3.Recomenda-se a monitoração da temperatura e sistemas para aquecimento de pacientes em anestesiapediátrica e geriátrica, bem como em procedimentos com duração superior a duas horas, nas demais situações.
4.Recomenda-se a adoção de sistemas automáticos de infusão para administração contínua de fármacos vasoativos e anestesia intravenosa contínua.

ANEXO III – Instrumental e materiais:
1.Máscaras faciais
2.Cânulas oronasofaríngeas
3.Máscaras laríngeas
4.Tubos traqueais e conectores
5.Seringas, agulhas e cateteres venosos descartáveis
6.Laringoscópio (cabos e lâminas)
7.Guia para tubo traqueal e pinça condutora
8.Dispositivo para cricotireostomia
9.Seringas, agulhas e cateteres descartáveis específicos para os diversos bloqueios anestésicos neuroaxiais e periféricos

ANEXO IV – Fármacos:
1.Agentes usados em anestesia, incluindo anestésicos locais, hipnoindutores, bloqueadores neuromusculares e seus antagonistas, anestésicos inalatórios e dantroleno sódico, opióides e seus antagonistas, antieméticos, analgésicos não-opióides, corticosteróides, inibidores H2, efedrina/etil-efrina,broncodilatadores, gluconato/cloreto de cálcio.
2.Agentes destinados à ressuscitação cardiopulmonar, incluindo adrenalina, atropina, amiodarona, sulfato de magnésio, dopamina, dobutamina, noradrenalina, bicarbonato de sódio, soluções para hidratação e expansores plasmáticos. 
NEWS.MED.BR, 2006. Nova Resolução do CFM: avaliação pré-anestésica passa a ser obrigatória, em consulta médica, antes da realização de qualquer tipo de ato anestésico. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/saude/1900/nova-resolucao-do-cfm-avaliacao-pre-anestesica-passa-a-ser-obrigatoria-em-consulta-medica-antes-da-realizacao-de-qualquer-tipo-de-ato-anestesico.htm>. Acesso em: 21 jan. 2013
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CORRUPÇÃO ALÉM DA POLÍTICA - Por: Antenor Batista




Por Antenor Batista* 
Antenor Batista é autor do livroCorrupção: O 5° Poder - Repensando a Ética.
A palavra corrupção vem do verbo em latim corrumpere, que significa decompor, estragar, inclusive na filosofia aristotélica. Sua acepção, no entanto, é bem mais abrangente, envolvendo todas as espécies de ‘malfeitos’. Embora, seja óbvio que a corrupção esteja institucionalizada em todos os países e povos, ainda sim, para muitos o lobby acontece apenas no cenário político. Casos como, mensalão, esquema PC Farias, Máfia do orçamento, isso sem falar da compra de voto e nepotismo, entre outras fraudes cometidas pelos nossos governantes. 

Mas, será que os atos ilícitos são apenas dos nossos políticos? Pesquisa recente do Instituto Vox Populi e a Universidade Federal de Minas Gerais revela que 23% dos entrevistados disseram que dar dinheiro a um guarda de trânsito para evitar multa não pode ser considerado como ato corruptível. Além disso, para 29% sonegar imposto não é uma falha de caráter. Já, 22% dos consultados acreditam que pessoas pobres devem aceitar ajuda de políticos em troca do voto.  

Sabe-se que a corrupção está presente até mesmo nas pequenas atitudes do cotidiano. São coisas que fazemos, muitas vezes, sem ter a exata noção do que são. Entre os dez atos ilícitos mais comuns estão: não dar nota fiscal e sonegar o Imposto de Renda; tentar o suborno para evitar multas; falsificar carteirinha de estudante; dar e aceitar o troco errado; roubar o sinal da TV a cabo; furar filas; comprar produtos falsificados; no trabalho, bater o ponto pelo colega; e falsificar assinatura.      
  
Isso prova que infelizmente, a inclinação para ser corrupto ou corruptor está no DNA humano, acionada pelo egoísmo ou pelo desejo ilimitado, ou seja, está presente em todos os setores em que o homem atua. É, portanto, inerente à natureza humana. Na verdade, as pessoas nascem com propensão para a fraude, a qual se manifesta de acordo com as circunstâncias. 

Um estudo que fizemos, ao longo de 50 anos, publicado no livro “Corrupção: O 5º Poder”, relacionamos mais de 100 espécies de corrupção ou malfeitos, entre os quais, apropriação indébita; grampos ou escutas de telefones sem autorização judicial; bancos que cobram tarifas indevidas ou exorbitantes; e cientistas que falsificam resultados de suas pesquisas.

Diante desses e de outros fatos que ocorrem em toda a sociedade humana, quem de nós já não fez algo de corrupto? Seríamos, em última análise, todos corruptos? Se pararmos para pensar, concluiremos que sim. Não queremos com isso agredir ninguém. Apenas, já que estamos num jogo da verdade, ver o assunto com toda a frieza e sem embustes. Para todos os efeitos, estamos numa reunião em que os participantes não podem usar máscaras ou mentir.

Tenho a impressão, que diante desse cenário, que nos mostra os mais diferentes atos ilícitos, a corrupção, por ser inerente à natureza humana, poderia ser considerada o “Primeiro Poder”.  Porém, em respeito à hierarquia dos poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário, o poder da imprensa exibe-se como o 4° poder. Logo a corrupção é o 5° poder. 

Por mais paradoxal e absurdo que possa ser, o poder da corrupção é invencível, em virtude de ser alimentado em suas entranhas pelo egoísmo da natureza humana. Portanto, por mais que a Justiça se simplifique, se desburocratize, se modernize, em todos os campos de seu mister, sempre se defrontará com limites impostos pelo poder da corrupção, mundialmente institucionalizado ou enraizado em todos os segmentos sociais, ainda que disfarçado em suas formas operantes. Assim é hoje e assim foi em todos os tempos. 

Nosso principal objetivo consiste em tratar desse tema encarando-o abertamente. A grande maioria daqueles que praticam a corrupção o faz às escondidas ou a sorrelfa. A matéria fica circunscrita às partes envolvidas (corrupto e corruptor), exceto quando brigam.

Como se vê, somos todos partícipes da corrupção; ora somos réus ou corréus; ora somos autores ou coautores; ora somos vítimas; ora somos omissos; ora oponentes ativos de suas práticas. Mas essa pandemia ou peste e os terríveis males e injustiças que causa nas comunidades em geral estão sendo combatidos com fortes antídotos. Portanto, no futuro, esperamos ter uma sociedade melhor e menos corrupta, que não esconde suas mazelas. Uma aragem nesse sentido está andando pelo mundo. 
*Antenor Batista é advogado formado pela Faculdade de Direito de Guarulhos. Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, atualmente aposentado. É autor de nove livros, entre eles, Corrupção: O 5° Poder – Repensando a ética e Posse, Possessória, Usucapião e Ação Rescisória -(www.antenorbatista.adv.br). E-mail: linkantenorbatista@linkportal.com.br 

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domingo, 30 de setembro de 2012

Infecções respiratórias: um mal evitável



Os problemas respiratórios são causados em grande parte pelo contato com agentes infecciosos, como vírus, bactérias e fungos, mas podem também ser desencadeados por fatores como poluição, poeira, tabagismo, odores e até mesmo pelo contato com animais.
Em muitos casos, nem mesmo dentro de casa estamos à salvo. Isso porque, o ambiente doméstico esconde uma série de armadilhas para a saúde respiratória, especialmente no caso de portadores de doenças crônicas como asma ou rinite, alerta a dra. Marina Buarque de Almeida, médica do Instituto da Criança HC-FMUSP e membro da Sociedade Paulista e Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
“Em casa é muito importante manter a higiene adequada, evitando produtos com odores fortes, desodorizadores de ambientes - incluindo incensos - e produtos derivados do tabaco, como charuto, cachimbo, cigarro e cigarrilhas. Pomadas a base de mentol, cânfora e óleo de eucalipto, comumente utilizadas para ‘aliviar’ problemas respiratórios, também devem ser descartadas, pois estas substâncias são irritativas das vias aéreas e acabam agravando os sintomas.”
Manter os ambientes sempre ventilados, evitar o acúmulo de umidade e mofo e estar atento a manutenção e a higienização de aparelhos que promovam a circulação do ar, também são dicas da dra. Marina.
Espirro e Cia
A alergia é uma resposta do sistema imunológico a uma substância ou corpo estranha ao organismo, chamada de alégeno. Na maioria das vezes, os bebês e crianças pequenas não tem alergia, mas diante de uma predisposição e com a exposição aos alérgenos, eles poderão tornar-se alérgicos no decorrer da vida.
“Além de passarem mais tempo no ambiente domiciliar, expostos aos agentes desencadeadores, crianças e idosos estão mais suscetíveis a infecções mais graves como as pneumonias”. 
As dicas da especialista para evitar o problema e combater os incômodos são simples:
“No caso das crianças, é importante evitar a exposição a alérgenos inalantes, como ácaros, pelo de animais ou fragmentos de insetos. E especialmente no caso de pacientes alérgicos, é importante o uso de capas anti-alérgicas em colchão e travesseiros, assim como evitar o uso de produtos de limpeza que deixem odor/perfume na casa e nas roupas de cama e banho”.
Infelizmente, nem sempre estas medidas são suficientes para afastar os problemas respiratórios. Segundo a dra. Marina Buarque, consultas preventivas com um médico pneumologista e seguir à risca as orientações médicas durante as crises alérgicas é fundamental para evitar complicações.
Quarto seguro
Por ser um local onde passamos grande parte das nossas vidas, é preciso ter zelo e atenção especial em relação ao quarto. De acordo com a dra. Marina Buarque, é preciso prezar por um ambiente limpo, sem acúmulo de poeira, pó e com o menor número de coisas possível.
“Devemos manter os armários fechados, evitar livros, estantes, bichos de pelúcia, enfeites e quaisquer objetos que acumulem pó. As superfícies dos móveis devem ter poucas coisas e estar sempre limpas. Outra coisa importante é que, caso a família tenha animais de estimação, o acesso a esse ambiente seja proibido”.
Segundo a dra. Marina Buarque, os cuidados não param por aí. Na hora da limpeza, deve ser feita com pano, água e sabão neutro.
“O quarto das crianças deve ser sempre limpo e bem ventilado. Evitar que pessoas resfriadas ou doentes durmam no mesmo ambiente que crianças pequenas, também pode evitar que elas contraiam a infecção.”
Do lado de fora
Não só os cuidados com higiene e com os ambientes internos da casa são importantes, há outras recomendações que também podem combater os problemas respiratórios:
1.       Evitar fumar perto de janelas ou locais comuns a crianças;
2.       Não permanecer em ambientes recém pintados;
3.       Estar atento às orientações do fabricante sobre higienização dos aparelhos de ar-condicionado;
4.       Lavar as mãos antes de entrar em contato com crianças pequenas, ou com objetos que pertençam a elas.
5.       Na presença de sintomas respiratórios consultar-se regularmente com um pneumologista.

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